terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Um experimento milenar de ''vanguarda'' .

No médio prazo , a China guiará sua economia na direção contrária da dependência de investimentos em capital fixo e em direção ao consumo e aos serviços. Em todo caso, eles aumentaram os investimentos em infra-estrutura em 2016 como forma de dar suporte ao crescimento de curto prazo. Alcançarão 6,5%de crescimento este ano. Os investimentos em novas fábricas certamente agrava o problema do excesso de capacidade de produção industrial, ponto de maior  atrito com a Europa, o Japão e os próprios Estados Unidos. Ponto mais sério do debate. Mas não se pode dizer isso da construção de novas rodovias e ferrovias. Tais gastos despertam outro tipo de preocupação mundial, e esta é devido ao imenso  endividamento chinês. O Banco do Povo da China (o BC chinês) , para manter o ímpeto do crescimento, talvez venha a cortar seguidamente os juros referenciais e as taxas de depósito compulsório, ainda que Pequim tenha mudado o foco para a desalavancagem e a contenção das bolhas imobiliárias em suas grandes cidades.  

Particularmente, conheço muitas pesquisas norte-americanas sobre ''língua chinesa''. Lembro que uma vez um grupo de chineses foi enviado aos Estados Unidos, para palestrar em diversas universidades , para diversos linguistas americanos. Ao final destes encontros, uma parte dos pesquisadores haviam identificado um problema: o de que nem a linguística, nem a língua chinesas estavam exatamente ''a serviço da Política''. Ao que os chineses replicaram dizendo que isso se devia à uma deficiência recente herdada do trato com os europeus. Mas seria demorado demais aprofundar o assunto. Desde a Revolução  Cultural, inclusive, que ninguém mais encontrou tempo hábil para discutir o assunto. 

No entanto, minha visão pessoal sempre foi a de que, descontando-se todo o totalitarismo político absoluto, o radicalismo, o monologuismo discursivo obsessivo, monomaníaco do tecido de um texto sem ''falhas'', e do chauvinismo e sinocentrismo militarista, a língua chinesa permanece muito precisa; penso que é possível expressar o que se pensa nela com incrível precisão. 

Superdoxa, super-radical, super-catequista, efetivamente: um experimento milenar de ''vanguarda''.

K.M.

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