É o mercado de capitalismo (muito) fechado que protege a China. Se fosse mais aberto, o dinheiro sairia rápido de lá, e nos últimos dois anos teria saído muito mais dinheiro do que de fato saiu, como aconteceu na Tailândia, Coréia e Malásia nos anos 1990, embora tivessem uma economia saudável no longo prazo e ainda estivessem crescendo a 7% . Algo dá errado, nesses contextos, o dinheiro foge correndo e a a economia encontra-se em sérios apuros. Isso , muito provavelmente, nunca vai acontecer na China. As coisas na China só ameaçam tornarem-se difíceis por que eles alimentam uma obsessão por liderar a economia global, por isso eles aumentaram loucamente os gastos fiscais nos últimos anos e, para variar, muitos desses projetos tinham problemas. Na China, é o crescimento menor, os indícios de desaceleração que trazem os problemas. No longo prazo, percebe-se uma rota ascendente da desigualdade de renda, o que implica enormes consequências políticas. Há trinta ou quarenta anos, todo mundo era pobre na China. Todos eram teoricamente iguais. Hoje, de duas pessoas que eram pobres no passado, uma está vivendo numa mansão e a outra está dormindo na rua. Com a economia crescendo a 12%, até um tempo atrás, mesmo os mais pobres estavam comendo um prato de arroz a mais . Qualquer crescimento acima de dez por cento torna a situação aceitável para qualquer indivíduo. Mas quando a economia chinesa desacelera, as pessoas começam a se fazer perguntas.
K.M.
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