segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
A complexa transição chinesa ...
A complexa transição chinesa para uma economia menos dependente de investimentos e exportações, e mais do consumo doméstico, choca-se com a herança dos excessos cometidos pelo governo, recentemente, com os megapacotes de estímulos desenhados para escapar da crise de 2008. Além disso, há uma batalha, que já dura dois anos, para estancar a fuga de capitais do país, que em 2015 provocou uma queda no estoque de dólares de U$ 513 bilhões. Ainda assim ,as reservas chinesas chegam a U$ 3,5 trilhões. A transição tornou-se um pouco mais turbulenta, apesar de o setor de serviços vir se expandindo acima da indústria, e com aumento da participação do consumo e declínio do investimento. Certamente, um endividamento de mais de 230 % do PIB coloca limites à desaceleração dos setores nos quais a economia chinesa se apoia para continuar crescendo num determinado ''ritmo''. Há capacidade ocioso em vários setores industriais, incluindo a construção civil ; excesso de moradias, queda na taxa de lucro das empresas e progressiva deterioração do crédito. As trinta empresas chinesas mais alavancadas tem dívidas correspondentes a 21 vezes seu ''ebitda. Em 2015 o défict público chinês foi de 2,3% de seu PIB, o maior em seis anos. O Governo Chinês segue injetando estímulos na economia, jogando com isso os problemas para o futuro. Também tentarão , no curto prazo, manejar o problema com a varinha da política monetária convencional. Sem muito êxito, acredito.
K.M.
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