A transvanguarda de figuração livre que vivemos no momento atual como um retorno à tradição primordial de sabedoria não diminui em nada a sofisticação dos meios empregados, a literatura do IMPOSSÍVEL remata no todo seu devir como moda consumada. Na medida em que a ruptura com o passado se recusa a ser um imperativo absoluto do Novo, podem-se misturar os melhores estilos em obras barrocas, irônicas, cultas e, no entanto, acessíveis . A ''antiga'' austeridade modernistas, concreta e surrealista, que tendia à um hermetismo cada vez mais fechado, busca na moda o benefício da miscigenação de fronteiras semióticas entre o antigo e o novo , vindo a arte a ''montar acampamento'' preferencialmente nos campos que prometem os maiores efeitos , na ordem ''in'' do piscar de olhos publicitário e nas combinações e recombinações lúdicas . Todas as formas do museu imaginário podem ser exploradas com eficiência e sucesso para reclassificar o que está em evidência ; a arte contemporânea, naquilo que tem de mais eficiente , entra no ciclo da moda das oscilações efêmeras do neo e do retrô, das variações sem cacife nem abandono ; não nos excluímos mais, apenas nos reciclamos e transmutamos. O 'revival'' dá bilheteria , como nunca antes deu : neufauves, neoexpressionismo, e logo neo-abstracionismo. Aliviada do severo código de ruptura modernista , a arte contemporânea não tem mais nenhum ponto de referência fixo, está sempre ''recomeçando à maneira de '' , adotando melhor o ritmo leve do eterno retorno das formas mais bem sucedidas, a dança acelerada e tensa da constante renovação crítica dos estilos .
K.M.
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