quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

"'Programa ou será programado''

Numerosas empresas de neuromarketing já ganham milhões de dólares entregando informações a grandes corporações sobre como reagem os cérebros das pessoas a seus programas, anúncios e produtos.  O neuroeconomista Paul Zak, que assistiu á conferência da DARPA sobre a neurobiologia da narrativa, realizou estudos nos quais detectou que ver uma história sobre um garotinho de 4 anos com câncer terminal incrementa o nível de oxitocina no cérebro em 47%, em comparação com uma película emocionalmente neutra. 

Uma das formas nas quais funcionam as narrativas é através do efeito de empatia de numerosos neurônios espelhos que se gera com a leitura de um texto: ao ler algo como a descrição da ação de um personagem, nosso cérebro reage igual como quando vemos alguém fazendo algo, nossa mente repete esse ato sobre o qual lemos. Isto é altamente significativo porque, em maior ou menor medida, tudo o que vemos, escutamos e lemos nos está programado de antemão, nos está fazendo fazer o que faz na mente. Toda linguagem é programação. 

Três autores entranables, pelo menos, falaram sobre isto: William Blake disse: ''Se não quero ser escravo do sistema de outro homem, devo criar meu próprio sistema''; Terrence Mckenna: ''Se não tenho um plano próprio, serei parte do plano de outra pessoa''; e Douglas Rushkoff: "'Programa ou será programado''. Ou o que dá no mesmo: ''Se não escrevo minha própria narrativa, serei ´parte e provavelmente padecerei a narrativa de outra pessoa (ou entidade como DARPA ou algo ainda mais escabroso). E para encerrar com chave de ouro : Alan Moore: ''O grande ato mágico é decidir se vais viver na tua própria ficção ou na de outro''. 

K.M.

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