quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Tráfico de sedução.

Hillary Clinton sempre sobe no bonde das denúncias contra ela depois que ele já está em movimento há dias; apesar de tudo, a mídia liberal logo a recoloca no diapasão da publicidade e do ''look''. O Partido Democrata utiliza uma comunicação política baseada em técnicas especializadas de neuro-marketing, enganosas e com amplo respaldo editorial no vasto cardápio jornalístico americano.  A orquestração é feita não apenas por agentes de publicidade , mas por uma máfia de consultores de mídia que realizam em tempo integral spots velocíssimos segundo o modelo publicitário perfeito para ''esvaziar'' as denúncias que cercam a candidata a todo momento. Trata-se de uma operação de guerra ad infinitum contra a verdade dos fatos. Soma-se a isso, ainda, a aplicação de métodos espúrios de pesquisa motivacional entre o eleitorado mais carente e exposto à degradação financeira e psicológica em que foram deixados pelo atual governo; a elaboração de seus discursos, o posicionamento estratégico das câmeras, o resultado final da edição das imagens e as fotos abraçando gente simples que vai parar todo dia em todos os noticiários da América e do mundo. Não se trata mais, para a democrata, de convencer politicamente os cidadãos americanos, mas de ''vender seu produto'' na embalagem mais colorida que o tinteiro da mídia liberal conseguir pintar. Não apenas a matraca barulhenta da propaganda eleitoral enganosa, mas também a patológica sedução do contato direto travestido de simplicidade, da sinceridade mascarada que sempre encontra um rosto negro na multidão para o qual sorrir. Não apenas a hipnose das falsas profecias, mas o aliciamento rastejante dos showzinhos personalizados e a vedetização dos cabos eleitorais, tudo pago com dinheiro de Wall Street. Há muito que o registro do Partido Democrata foi anexado pelos traficantes de sedução de Wall Street: tudo ali é feito para dar de seus feitores democratas uma imagem de marca simpática e cosmopolita, calorosa e competente, sem o mínimo ponto de ligação com os fatos reais. Exibição de uma vida privada onde nunca aparecem as sombras de perversão que perseguem a candidata o tempo todo; as pequenas entrevistas discretas onde o embate com a realidade é varrido para debaixo do tapete enquanto todos os meios de sedução midiáticos são mobilizados para reforçar e corrigir sua imagem oficial, produzindo um fenômeno de atração emocional aberrante e vergonhoso. A fraude (sem nenhuma justificação racional) é então levada a passear nas transmissões de variedades televisivas, sempre sorridente, em seus trajes calculados, nunca hesitando em subir nos palcos onde tudo está planejado de antemão para ecoar suas mentiras com a naturalidade de quem toca um acordeom ou interpreta  '' Les Feuilles mortes'' tentando dar uma de velha descolada. A gravidade da situação política e econômica da América se desprende  (assim) das formas enfáticas e pouco atraentes da teoria crítica em benefício do brilho de um patético teatro de variedades eleitoreiras, recorrendo-se à todo tipo de vedetes famosas.Aparecem atrizes de T-shirt eufóricas e homossexuais engraçados do nada para pular em sua homenagem com adesivos e gadgets de apoio acefalado incondicional. Euforia e confete de meetings democratas. A festa contém dançarinos de clips, cheek to cheek e mensagens subliminares metamorfoseadas pelo appeal publicitário de tocaia.

K.M.

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