Diante das circunstâncias,como pode ainda o eleitorado democrata não retroceder e procurar outro modelo, capaz de proporcionar uma verdadeiro desenvolvimento à nação; nao só político e econômico, mas sobretudo moral. Trata-se de um tarefa urgente e que agora, mais do que nunca, requer igualmente responsabilidade e imaginação, honestidade e sensibilidade por parte dos eleitores de Hillary, que descobriram-se, de repente, traídos. Para eles, uma tarefa sem precedentes, do qual depende toda uma população, porque todos os modelos que o Partido Democrata pôde oferecer até agora, levaram ao desastre social e econômico. E nas circunstâncias atuais, a corrida de H. Clinton pela sucessão do poder transformou-se numa pura pressa de escapar do FBI. As crises políticas são essencialmente morais. Mas o abismo sobre o qual vacila a consciência política de Hillary não é o da ''necessidade'' em si, e sim o da contingência e da banalidade do crime; no momento, abusando da propaganda enganosa, ela se gaba de não poder ser considerada culpada ou inocente, em função de um mero lapso temporal. Sim, pode apenas sentir-se envergonhada de sua conduta e da dos seus assessores; o sentimento da miséria moral é o último pudor do ser humano frente à si próprio, do mesmo modo que a urgência e o pânico com que agora sua campanha agoniza publicamente é a máscara que encobre o peso crescente que a podridão do seu projeto de poder exerce sobre os destinos da América. A doença de Hillary tornou-se agora mais moral que física; mais policial que política. À vista de todos, suas idéias de governo revelam-se meros ''acordos corporativos'', e tais acordos, meras máscaras de uma quadrilha internacional. Ao lado das flores de plástico que nos oferecem seus discursos finais, triunfa e se propaga a sintaxe bárbara dos jornais que apoiam seu conluio criminoso para tomar a Casa Branca de assalto. Na condição de jovem filólogo que não pode abrir mão de apontar o dedo para trabalhos ruins de interpretação dos fatos, peço que me perdoem: Mas a vergonha, a execração pública de H. Clinton, nos últimos dias, tornou-se a forma vazia do mais íntimo sentimento de um eu reduzido à sua última expressão.Um sentimento embaraçoso, torturante, que nauseia até seus adversários, e dos quais alguns jornais ainda encontram estômago para pintar orgulhosamente, como se tal orgulho existisse apenas graças à sua péssima interpretação dos fatos. Nestes, os crimes de Hillary nunca chegam a constituir nenhum fato, antes somente um arranjo ingênuo e acefalado e uma deturpação de sentido com que reproduzem à saciedade os mais baixos instintos democráticos da alma americana; desgraciosas ''segundas intenções'' em que se encontram disfarçadas a cumplicidade, a participação e a co-autoria nos crimes políticos, eleitorais e financeiros da candidata. A desonra diária da palavra nos noticiários que promovem o Partido Democrata, a cafonice enjoativa da publicidade governamental e corporativa, toda essa asfixiante retórica política vazia empenhada numa ''operação de resgate'' moral da democrata, ao mesmo tempo nauseante e açucarada, de gente que indubitavelmente receberá ''a sua parte'', caso consigam levá-la à Casa Branca... também constitui crime.
K.M.
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