Já insistimos muito em ABULAFIA como um pai apócrifo do Dadaísmo e do Surrealismo, e como ele é também paradigma total para apreciação da operatividade de rememorização, invocação, encantamento. ABULAFIA transborda em precisões que podem confirmar, completar, aprofundar nossas práticas e teorias, sejam estas de algum esoterismo semítico ou ário, estetosofia ou metaestética...
Concentra todos seus pensamentos em imaginar o NOME, bendito seja, e com ele, os anjos celestiais. Y visualizados em seu coração como se fossem seres humanos que estão ao seu redor, sentados ou em pé. Y você está entre eles como um mensageiro... Y quando haja imaginado tudo isso inteiramente, dispões sua mente y seu coração para compreender os pensamentos subliminares que te vão ser enviados por meio das letras do NOME que tiver surgido em seu coração y peça que venha junto o poder de enfrentar intacto uma batalha campal contra a opressão política e a degradação policialesca do Estado.
A isto se junta ainda outro método que Abulafia denomina ''dillug'' ou 'kéfitsá'', e que podemos traduzir como o salto + de um conceito ao outro. Trata-se de servir-se de associações e passar de uma á outra segundo certas regras estabelecidas intra-psiquicamente através da auto-hipnose: cada salto abre uma nova esfera, no interior da qual o espírito pode estabelecer novas e insuspeitadas associações. Nas palavras de Abulafia, este salto+ nos libera da prisão da esfera da NATUREZA e nos eleva aos limites da esfera CELESTIAL (produz o que Marcel Proust chamava de um ''minuto liberado do tempo'' ou hendidura, fenda, punto de velamen, poros de origem, por assim dizer, órfica nas paredes da realidade superficial)
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