Graças à anomia e desesperança que a insanidade publicitária do Governo Obama provocou nos últimos oito anos, e ainda provoca, entre a classe média americana; e graças igualmente aos burocratas de vista curta e ''mão rápida'' que hoje estão no topo com a ajuda do Mercado financeiro, e que nem imaginam o quanto a política econômica desagregadora e estratificadora que praticaram apenas pode ser considerada, para olhos lúcidos e responsáveis, uma política de entre-ato ---- graças à tudo isso e à muitas outras atrocidades políticas indizíveis retiradas das vistas públicas pela propaganda enganosa do Governo e do Partido Democrata, são agora ignorados, ou recebem uma interpretação arbitrária e ridícula, os sinais sócio-econômicos mais alarmantes que expressam que ''a América quer ser grande de novo''. E para isso, ela precisará voltar a ser ''uma só''. Chega de governar apenas para a elite do capital sem pátria que retirou o pão do povo americano e, agora que precisam dele de novo nas urnas, querem enfiá-lo mais uma vez no bolso, dando o ''circo''. Embora a classe-média americana não seja ainda a nova classe de trabalhadores intelectuais especializados que a sociedade tecnológica prometera no cartaz da globalização, ela também não é mais a velha classe-média tradicional, branca e fodida, que o New York Times e ''associados da mídia liberal '' tratam como uma ''escória de eleitores alienados''. Essa parcela da população americana constitui hoje uma camada social móvel que, apesar de estar vivendo no limite degrado de seu poder aquisitivo há anos, sabe que sua situação pode piorar ainda mais, caso Hillary Clinton seja eleita no próximo dia 08. Essa insegurança é exatamente o que lhe infunde uma (mais do que justificada) agressividade e inquietação politicamente engajadas, que não aparece no eleitorado democrata mais fiel, esse sim alienado. Em todas as manifestações de descontentamento político mais profundas e amplas das últimas décadas, a autêntica orientação geral do misterioso trabalho da ''Alma da Nação'' foi (justamente) o de preparar o caminho para uma nova síntese política e, a título de esperança, preparar a América do futuro. É a América, a América una, cuja alma, através de uma arte política nova, difusa e decidida, urge por sair do abismo em que os Democratas a jogaram; urge por subir à superfície novamente, para voltar a respirar, e anseia ---- ir para onde onde (?) ---- por uma nova Luz. À insegurança social da população americana, na atualidade, devemos acrescentar outro sentimento, não menos poderoso: o de que nos últimos oito anos ela foi governada por uma Sombra, uma quadrilha internacional disfarçada cm tinturas partidárias, que em momento algum outorgou ao povo americano um lugar de destaque na nova ordem das coisas, tornando sua condição econômica medíocre e sua influência política nula. O Clube da Serpente do Mercado Financeiro é o Partido Democrata, Obama e sua agenda turística internacional, Hillary e sua gangue de conselheiros pedófilos e fraudulentos. Os escândalos de corrupção que agora revelam-se por todos os lados do espectro Democrata são só a expressão mais bem acabada de uma orgia administrativa secreta que ainda polui os instintos da América, indicando que os alicerces daquilo que poderíamos chamar de ''a vida americana'' estão profundamente abalados. O essencial de uma boa e saudável renovação política, em qualquer país, consiste em que ela não se sinta como ''função'' ou ''complemento'' do que aí está, como é o caso de Hillary e seu programa de abusos continuados, mas como sua suprema negação. Que ela se torne a propulsora e defensora dos anseios de mudança do povo americano. Uma nova força política difusa, ativa e crítica, capaz de enterrar a herança desastrosa que receberá de Obama como a um cadáver.
K.M.
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