terça-feira, 22 de novembro de 2016

Deutsche Bank.

O processo contra o Deutsche Bank envolve acusações de omissão do banco sobre a qualidade dos bônus lastreados em crédito imobiliário ''subprime'' que ele criou e vendeu durante o surto de crescimento do mercado habitacional americano, o que levou à crise de 2008. Assim que as ações começaram a cair por causa da investigação, uma grande quantidade de gestores de fundos internacionais reduziram sua exposição junto ao D. Bank. Na mesma época, o Comerzbank, segundo maior banco alemão, anunciou um corte de 10.000 empregos e a suspensão do pagamento de dividendos. Mesmo sendo o maior banco de investimentos da Europa, os fundos que fazem compensação de negócios com derivativos com o D. Bank retiraram recursos e posições excedentes mantidas na instituição, como reflexo imediato de crescentes preocupações. A verdade é que os bancos da Europa nunca se recuperaram verdadeiramente das múltiplas crises da última década. Se estourar uma nova crise, a economia européia e o resto do mercado vão afundar junto com os bancos. O fato de os bancos  ainda pesarem tanto sobre o mercado acionário é uma flagrante derrota para as autoridades reguladoras européias, que fizeram já todo o possível para limitar o impacto do setor financeiro sobre a economia. Não se pode dizer que obtiveram êxito. As instituições financeiras foram gradativamente afastadas das ''operações arriscadas'', suas divisões de derivativos foram restringidas e as reservas de capital subiram um pouco, mas não o bastante. Mesmo assim, os bancos continuam sendo uma fonte de preocupação constante nos esforços  de restauração da saúde da economia européia , e a elaboração de incentivos para a concessão de empréstimos tem sido uma prioridade para o Banco Central Europeu.

K.M.

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