quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mecanismo para impedir os grandes bancos de falir.

A plataforma eleitoral de Hillary Clinton tinha de fato um plano detalhado para defender a lei Dodd- Frank e pressionar as maiores empresas financeiras a ficarem menos complexas e menores. Há dúvidas quanto à este plano ser capaz de aumentar o controle sobre os grandes bancos. Em todo caso, os bancos são contra a lei. E Donald Trump nunca me pareceu dispostos a 'legislar'' no sentido de enriquecer ainda mais os promotores imobiliários individuais ou financistas, embora ele mesmo tenha-se denominado '' o rei do endividamento'' durante a campanha. Enormes montanhas de endividamento foram precisamento o que geraram a crise de 2008.  O presidente da Câmara de para Controle de Serviços Financeiros já há algum tempo declarara que as prioridades seriam reduzir a proteção aos consumidores e e eliminar quaisquer restrições eficazes sobre a atividade dos grandes bancos. A publicidade sobre a lei Dodd- Frank diz que ela serve para controlar os grandes bancos em favor da sociedade, mas a verdade mesmo é que ela é um mecanismo para impedi-los de falir.  Os democratas são zelosos com os bancos, perguntam-se o tempo todo quem, senão a lei Dodd Frank, impedirá um novo ''momento  Lehamn''. Quem disponibilizará financiamento para uma grande instituição financeira complexa que opera em âmbito mundial enquanto o concordatário estiver sendo reestruturado ?? QUEM ?! O setor privado é que não. Os tribunais também não. Então os democratas começam a espernear e dizer que todo o ''esquema'' entrará em colapso''. De fato: mas é o ''esquema'' deles e dos bancos. Ou coisa pior. Se um grande banco ameaçar falir, dane-se... o governo não deve fazer tudo ao seu alcance para para fornecer um empréstimo casuístico de bilhões de dólares por intermédio de um juiz. Os democratas se uniram na defesa da lei Dodd-Frank para conservar interesses especiais. É natural que a presidente do Fed defenda a lei, ainda assim admiro o trabalho dela. Não é ela quem decidirá sobre a questão. 

K.M.

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