Tinha prometido a mim mesmo não pronunciar palavra a respeito da transição e escolha da equipe de governo. Mas, como o silêncio não é exatamente meu forte, me pergunto: ''Existe realmente uma ágora'' (?) ou uma operatividade palindrofânica (?), certos palíndromos, assim como uma certa gaia ciência, talvez hieroglífica, ou epítomes de doutrina e método, de símbolo e rito, na escolha de uma equipe de governo (?). Dar-se por satisfeito com pessoas , quando se espera determinados resultados delas, é das coisas mais difíceis e delicadas. E manter aberta a porta de seu coração quando se é chamado à tarefa de escolhê-las é um dos erros liberais históricos. Liberal demais . Liberal até o osso ! Ainda assim , reconhecemos corações capazes da chamada ''hospitalidade nobre'' pelas muitas janelas e cortinas puxadas e venezianas fechadas assim que se dispõem a decidir algo importante. Mas a hospitalidade nobre conserva (tradicionalmente) seus melhores aposentos vazios. Por que, afinal (?) Porque aguardam hóspedes com os quais alguém teme ''não'' se ''dar por satisfeito''. ...
Estou me referindo obviamente à equipe de governo, não à equipe de transição.
K.M.
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