Quando me aproximei, virou-se na direção dos ruídos que fiz e vi uma fisionomia bastante interessante, cujo traço principal era uma tristeza profunda, mas que, contudo, exprimia uma alma bondosa e honesta.
Os sofrimentos do jovem WertherGoetheO singular mistério parece se desvendar quando se considera que não vêem azul nenhum, mas em seu lugar um púrpura diluído, um rosa-claro, um claro vermelho -puro. Essa solução pode ser representada da seguinte maneira: se retirarmos de nosso círculo cromático o azul, nos faltarão azul, violeta e verde. O vermelho puro se amplia, ocupado o lugar dos dois primeiros, e , quando se toca novamente no amarelo, não se produz o verde, mas o alaranjado. Considerando-se esse tipo de explicação convincente, designamos ''acyanoblepsia'' esse desvio da visão comum e, para melhor compreendê-lo, desenhamos e ilustramos várias figuras, que serão comentadas no futuro. Também se encontra ali uma paisagem, colorida segundo a maneira que a natureza, o céu rosa e todo verde em tons que vão do amarelo ao marrom-avermelhado, mais ou menos como o outono aparece à nós. Discutiremos, portanto, as doenças, assim como todas as anomalias da retina contrárias à natureza, extranaturais e raras, em virtude das quais o olho pode perceber, sem nenhuma luz exterior, fenômenos luminosos, restando ainda mencionar futuramente a luz galvânica. O olho, quando sofre, parece ver faíscas. além disso, uma luz ofuscante e insuportável é suscitada em certas disposições do corpo, especialmente com o sangue quente e a sensibilidade aguçada, se pressionarmos o olho com o dedo. Primeiro, suavemente. Depois, cada vez mais forte.
Doutrina das CoresGoethe

Nenhum comentário:
Postar um comentário