domingo, 25 de setembro de 2016

Che coltura (!)

Quem ? Rosto cercado de peles cheirosas. Ela se move tímida e nervosa. Sim: sílaba breve. Riso breve. Uma breve bater de cílios. 

Teia caligráfica: traçada longa e fina com calmos desdém e resignação: uma jovem de estirpe.

Lanço-me em onda fácil de cálida fala: Swedenborg, o pseudo-Aeropagita, Miguel de Molinos, Joachim Abbas. A onda se esvai. A colega dela, que recontorce o corpo contorcido, ronrona em desossado italiano vienense: Che coltura ! As pálpebras longas batem e sobem: uma agulha férvida fura e freme na íris aveludada.

Giacomo Joyce.

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