Mas se todos trabalhássemos juntos para derrotar meu adversário e nos postássemos atrás de meus porta-vozes, e os empurrássemos, radicais e republicanos indignados, negros e sulistas liberais, professores universitários e Cosa Nostra, Café Society e Beatniks de Direita, iríamos todos de cambulhada pela super-rodovia liberal, até cairmos no mais profundo pântano da obscuridade político-partidária ? Mas eu era inteligente demais, o bastante para dirigir o país todo como quem dirige uma moto com uma só mão, tinha uma grande competência em hipnose de massas, nenhuma visão política que me deixasse constrangido e coragem para sustentar um poder gigantesco nos meus próprios ombros; tinha a vaidade terrível de um príncipe do Renascimento ou de um ditador contemporâneo, ao passo que meu oponente talvez fosse de fato mais feliz do que eu (secretamente) com o seu próprio talk-show na televisão. Mas se ele fosse eleito, não conseguiria controlar o país sem caminhar contínua e arrastadamente para o Centro; e mudando-se poupo a pouco para o Centro, perderia uma boa parte da Direita, não satisfaria ninguém e ver-se-ia obrigado a derivar ainda mais para o lado oposto, ou , retornando ao seio da Direita, abriria cismas pelo país inteiro que nunca mais seriam remediados. Meu adversário eleito, a América seria revelada, suas velhacarias, espionagens e traições latentes jorrariam como bolhas de água quente no mundo inteiro; mas EU sendo eleito, continuaríamos ''derivando'', o s San Francisco Hiltons proliferariam entre nós como sarna. Com ele eleito, as probabilidades da guerra nuclear seguiriam aumentando aterradoramente, mas, COMIGO eleito, poderíamos passar da ameaça de guerra total para a própria guerra sem nada que o impedisse, e sem maiores alarmismos. As forças contrárias ao meu adversário , que manteriam o país dividido demais para que se pensasse em levá-lo à guerra, seriam cooptadas no vasto círculo de influência de Kalki-Maitreya e transformadas em massa de manobra para insuportáveis passeatas sem sentido. Ele havia prometido conduzir a nação pela borda do precipício, mas EU a levaria através da floresta escura, sob uma chuva torrencial, arriscando-me a ficar eu próprio atolado no lamaçal. Ele alertar-nos-ia diariamente para os perigos da loucura oriental, Mas EU prosseguiria em minha marcha cega e poderosa diretamente para o seio do flagelo. Ele poderia, com sua gritaria histérica, acelerar a tal ponto a Nova Revolução Negra, que logo ela redundaria em violência e desastres; Mas EU poderia, entretanto, ver-me obrigado a traí-la discretamente, sorrateiramente, por dentro, distribuindo sorrisos, tapinhas nas costas e vinis de black music... e que maravilhoso trabalho sujo eu não poderia fazer com a luta de classes, assinando papéis na minha mesa, para colher rapidamente os resultados mais brilhantes da economia. Quem, em tal transe, receberia a benção de um voto ! --, ele, quem inspirava o maior medo e apreensão, ou EU , que encorajaria, ao longo de oito anos, o povo americano a viver eternamente satisfeito com uma culpa fria e untuosa, como as mais medíocres de nossas fomes irracionais saciadas ... ?
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