quinta-feira, 12 de maio de 2016

Da ''caveira''...



Da ''caveira''...

A cena inteira, dominada pela imagem da caveira e das covas, atualiza a tradição do ''Memento mori'' (Lembre-se da morte). Luís Granada descreveu o teatro da morte em seu Libro de la oración y meditación, que foi traduzido em 1582, f. 202-4: ''Então eles fazem um buraco na terra de sete ou oito pés... e com aquele pequeno quarto deve o corpo se contentar''. O modo como a cena inteira foi apresentada por Shakespeare era uma inovação por volta de 1600, mas mesmo assim não era uma criação ex nihilo. Havia uma tradição antiga que representava um jovem segurando uma caveira. A mais conhecida imagem é o quadro ''A young man with a skull '', de Frans Hals, que, feita em 1641, estava apenas retomando uma antiga temática. O tema aparecia muitas vezes na pintura religiosa como um atributo dos santos, como no São Jerônimo de Durer. São conhecidas também as fabulosas Madalenas de George de La Tour, que explorava a presença da caveira com dramatismo psicológico incomum. Um caso ainda mais notável é a célebre anamorfose de Holbein em ''Os embaixadores''.



Frans Hals : A Young man with a skull



Durer: São Jerônimo



George de La Tour: Madalena



Holbein: Os embaixadores



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