domingo, 15 de maio de 2016


SENHOR...

Cada uma das peças do Senhor (disse o palhaço 1) apresenta um mistério, propõe explicações de tipo demoníaco ou mágico e os substitui, por fim, por outras que são ''meramente'' deste mundo. A maestria do Senhor não esgota a virtude destas breves ficções; nelas creio perceber uma cifra da história humana, um símbolo ou espelho do próprio Senhor e sua atividade. A repetição de seus esquemas de dissonância através dos anos e das peças parece confirmar que se trata de uma forma essencial, não de um artifício retórico: o Senhor Maitreya inverteu sua opinião negativa sobre os empreendimentos levados à cabo por uma ''escória desclassificada'' que, no entanto, segundo Ele, possuía algumas ''joies''. O que antes (então) era explicável como uma pústula produzida pelo excesso de poder e riqueza, agora parecia, sob o efeito de sua ''Vingança'', uma virtude. O feitiço do Senhor extraía u m monte de pus de seus adversários. ------ Se não possuem realmente nenhuma virtude, nenhuma grandeza (dizia o Senhor) que ao menos avistem-na enquanto são castigados (.) ----, o Senhor queria que todos nós representássemos para nós mesmos o estado superior de consciência no qual Ele próprio vivia, através de alguns atos de abstinência que, graças à repetição e às dificuldades, quebrariam a inércia de nossos vícios e complexos, tornando a próxima conquista menos impossível. -- ''Petard'' (o Senhor falou), do francês: engenho usado para derrubar muralhas (.) ----, em momento algum o Senhor voltou a nos chamar de vermes, naquela noite. Todos ficamos maravilhados ouvindo-o dizer tudo aquilo. Seria maravilhoso (pensávamos) se algum dia todos se tornassem realmente capazes de se levantar em grande número e empurrar o Senhor e seus palhaços para o mar, tomando de volta a terra que o Senhor tomou deles de assalto, destruindo seus esquemas simplórios de raciocínio e relacionamento e instaurando para sempre neste mundo o caos cognitivo absoluto, onde apenas Ele reina.

K.M>

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