Steve Bannon pareceu ter uma grande relevância durante a campanha presidencial porque pôde plagiar muita gente infinitamente mais habilidosa e eficiente que ele que estava na ativa; mas agora a situação é outra, e diante do cerco da mídia liberal, que não está precisando nem mesmo inventar notícias para complicar os passos do presidente, seu trabalho está sendo devolvido à sua dimensão real : a de um Dom Quixote conservador lutando contra moinhos de vento no limite de uma imaginação estupefata. No plano real, a paixonite conservadora e o ''lenço de papel '' do distorcionismo só funcionam acompanhados de um poderoso magnetismo pessoal, algo de que ele e suas estratégias publicitárias simplórias carecem por completo. Tudo em torno de seus ''palpites noticiosos'' flutua numa indiferença absoluta , alimentando-se de uma obsolescência acelerada, incapaz até mesmo de gerar mal- entendidos. Culturalmente ''bloqueado'' , seu trabalho é um equívoco, e só servirá como mais um, entre milhares de outros trampolins contestatórios.
A atração e a eficiência exercida pela fraseologia combativa no contexto de uma campanha presidencial, onde o pano-de-fundo lúdico-estético-hedonista-intimista-psicologista-midiático absorve os discursos para miná-los e esvaziá-los de conteúdo , perde toda relevância no plano governamental, onde tal sistema só consegue limitar-se a uma espécie de culto da salvação oficial.
O império da sedução midiática ainda é o coveiro eufórico do liberalismo, e pertence inquestionavelmente à Grande Mídia Liberal.
K.M.
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